terça-feira, 9 de março de 2010
A paleta de Narmer
Apaleta de Narmer foi descoberta em 1894, a poucos metros do chamado’’Deposito maior’’do templo de Hieracômpolis.Trata-se do primeiro documento que tem o nome do faraó inscrito um serej(estandarte com desenho da fachada do palácio)real e o primeiro que testemunha a unificação das duas terras,ou seja, é a primeira vez que o faraó aparece como do Alto e do Baixo Egito.
A paleta é de xisto, esculpida em ambos os lados. Em cada face, as cenas dividem-se em registros horizontais, três na frente e quatro no verso. Assim como foi feito mais tarde nas paredes dos templos, os objetos, personagens e acontecimentos esculpidos aparecem ordenados da forma como eram vistos e percebidos, o que a tornou um poderoso instrumento de propaganda social.
Ela tem uma estrutura elaborada, mostrando uma técnica de execução, uma idéia de espaço organizado,uma noção de simetria e de eixo vertical.O corpo humano está representado de acordo com as convenções estéticas que prevaleceram ao longo da história do Egito.
O perigo assírio
Em meados do século VIII, o Império assírio começou a mostrar interesse em expandir seus domínios para a região da Fenícia e da Palestina. Os pequenos estados costeiros pediram ajuda ao Egito; Senaqueribe cercou Jerusalém, e Ezequias, o rei de Judá, pediu auxilio ao faraó Chabataka.
Corria o ano de 701 a.C, e Jerusalém quase caiu em poder dos assírios. Senaqueribe foi sucedido por Assarhadão, que tentou conquistar o Egito, mas foi derrotado pelo exercito do faraó Taharka. Assarhadão, no entanto, não se rendeu e, em 671 a.C., conseguiu conquistar Mênfis, ao mesmo tempo que obrigou Taharka a fugir para Tebas. Fez um pacto com os príncipes líbios do Delta(adversários dos faraós núbios), que declararam vassalagem aos assírios, e confirmou Nekau I como rei do Egito. Contudo, Taharka reconquistou Mênfis.
Quando Assarhadão morreu, sucedeu-lhe Assurbanipal (669-627a.C).Na sua primeira campanha no Egito, Assurbanipal derrotou Taharka e chegou até Tebas.Tal como os seus antecessores Assurbanipal. Na sua primeira campanha no Egito, derrotou Taharka e chegou até Tebas. Tal como seus antecessores, retirou-se para Nínive, e os príncipes do delta aproveitaram a ocasião para revoltarem-se. Essa revolta foi sufocada pelo rei assírio, que deportou Nekau para Nínive. Pouco tempo depois, Assurbanipal devolveu o cargo a Nekau e nomeou o filho deste, Psamtek, governante de Atribis.
Na Núbia Tanutamon sucedeu Taharka. Foi tão agressivo ou mais, que o seu antecessor; reconquistou Assuã, Tebas e Mênfis. Com a conquista desta cidade, os assírios foram expulsos do Egito e Nekau morreu na guerra. A reação dos assírios não tardou: no ano seguinte, saquearam Tebas e obrigaram Tanutamon a fugir para a Núbia. Aproveitando os problemas da Assíria com a Babilônia, Psamtek I, faraó do Egito, após morte de Nekau, seu pai, expulsou definitivamente os assírios, atacados pela Babilônia, pelos medos e pelos citas. Em 606 a.C com o rei assírio Assur-uballit II,o Império assírio desapareceu ,deixando um vazio que o Império Babilônico preencheu durante alguns séculos.
segunda-feira, 8 de março de 2010
Cleópatra
Cleópatra sempre foi uma mulher extremamente vaidosa e preocupada com o luxo. Costumava apresentar-se em público com jóias de ouro e pedras preciosas (diamantes, safiras, esmeraldas e rubis), que ganhava de pessoas próximas ou encomendava para artesãos.
A luta pelo poder entre a rainha e seu irmão/marido fez com que Cleópatra pedisse ajuda para Roma. Inteligente e sedutora, Cleópatra dominava com perfeição a arte da conquista. Historiadores especializados no Egito antigo contam que, como presente ao imperador Julio César, ela se deixou embrulhar dentro de um tapete.
Ao desenrolar o presente, o imperador ouviu a rainha dizer que tinha ficado encantada com as suas histórias amorosas e que, assim, resolveu conhecê-lo. Rapidamente, Julio César e Cleópatra tornaram-se amantes. Juntos, tiveram um filho, Cesárion, futuro Ptolomeu 15.
Muito atuante e com força política em Roma, a monarca, somente retornou para Alexandria em 44 AC, após a morte de Julio César. Sem perder a sua grande vocação para a ambição, seduziu Marco Antonio, que controlava a parte oriental do Império Romano. Durante o período em que os dois permaneceram em Alexandria, tiveram dois filhos. Em troca, Marco Antonio devolveu ao Egito alguns territórios que estavam sob o domínio do Império Romano.
Inconformado com a ação, o Senado Romano declarou guerra à rainha do Egito. Derrotados por Otávio na Batalha de Ácio, em 2 de setembro de 31 AC, Cleópatra e seu último marido, Marco Antonio, fugiram para o Egito, onde cometeram suicídio.A rainha se deixou morder por uma serpente. Após as duas mortes, o Egito voltou a ser controlado por Roma.
Ao contrário do que muitos dizem a seu respeito, ela não possuía extrema beleza, porém, era ambiciosa, determinada e inteligente e, com isso, conquistava os homens mais poderosos.
Akhenaton, o primeiro monoteísta
Foi nomeado sumo sacerdote de Rá, deus do sol, em Heliópolis e coroado faraó no templo de Amon em Karnak. Durante os reinados de Tutmés IV e de Amenhotep III, o clero de Amon fora substituído pelo de Rá e introduzira-se o culto a Aton,deus universal, criador de todas as coisas. No quarto ano de seu reinado, Amenhotep IV assumiu o nome de Akhenaton e construiu uma nova capital em um novo local. Com isso, se iniciava a revolução armaniana, que afetaria todos os domínios da vida egípcia.
Para dar inicio a sua revolução, Akhenaton procurou o apoio do clero de Heliópolis. Mandou fechar todos os templos, retirou os privilégios dos sacerdotes e confiscou todas as possessões das casa religiosas. Como sacerdote de Aton e grade vidente, não aceitava a autoridade do sumo sacerdote de Amon. Suprimiu o culto a Osíris, pois o destino no Além dependia da lealdade ao faraó. Esse fato foi um erro, uma vez que o povo continuou a adorar os deuses antigos. O culto a Aton não criou raízes entre o povo, nem mesmo na capital, onde ainda se encontravam estatuetas de deuses como Bes.
Antes de morrer, Akhenaton associou o trono a um personagem, Semenekhkaré. Esta co-regencia durou quase dois anos. Contudo , o reinado de Semenekhkaré foi breve, pois, morreu poucos meses depois de Akhenaton. Para reforçar o poder ,casara-se com Meritaton, filha de Akhenaton. Alguns estuduosos acreditavam que Semenekhkaré,fosse irmão do faraó.
Curiosidades
♦ Meritaton que se tornara a esposa principal de Akhenaton após a morte de Nefertiti,era a própria filha do faraó.Quando ele morreu,casou-se com Semenekhkaré,embora alguns pensem que este tenha sido apenas o nome que ela adotou para poder reinar.Meritaton morreu pouco antes de Semenekhkaré,que reinou somente dois anos.
♦ O pai de Nefertiti,foi um alto funcionário no reinado de Akhenaton.Tinha o cargo de ministro principal e titulo de “pai do deus”.Quando Tutâncamon morreu,casou-se Ankhesenamon e ,mais tarde,tornou-se faraó.
domingo, 7 de março de 2010
A descoberta de Tutancâmon
Howard Carter, de origem humilde, começou do nada para chegar a inspetor dos monumentos do alto Egito. Posteriormente, trabalhou com Lord Carnarvon, um apaixonado por antiguidades e pelo risco, que conseguiu autorização para escavar no Vale dos Reis. Seu objetivo era encontrar o túmulo de Tutâncamon, um faraó quase desconhecido, cujo nome tinha sido riscado das listas reais. Contra qualquer prognóstico e com a ameaça de se ver obrigado a interromper os trabalhos por causa dos elevados custos, Carter começou a escavar um povoado próximo dos túmulos. Para sua surpresa, debaixo das casas, descobriu a entrada de um túmulo com o selo de Tutâncamon.
O túmulo de Tutâncamon é um dos menores, e foi terminado muito às pressas. Contudo, suas câmaras funerárias foram abastecidas com todos os objetos que se acreditava que o jovem faraó, falecido em 1337, poderia necessitar no outro mundo. O aspecto que o túmulo apresentava aos arqueólogos quando o descobriram era caótico. Os objetos estavam amontoados e enchiam as câmaras. Antes de serem trazidos à superfície, todos os elementos foram classificados e documentados, sendo necessários 50 dias para retirar o contudo da antecâmara.
A divindade do rei
O faraó era o representante dos deuses na terra, e sua imagem era associada a do deus Hórus,sendo que, quando morria, passava a ser associado a Osíris.
A alguns soberanos, foram prestados cultos após sua morte, no entanto, para um número menor, houve a veneração como divindades próprias. Isso ocorreu razões variadas,como no caso de Amenhotep I e de sua mãe,a rainha Ahmés-Nefertari,em que os operários da necrópole de Deir el-Medina os adotaram como patronos,pois favoreceram a construção da citada necrópole.Outros faraós se autodivinizaram para simbolizar o seu grande poder,como Amenhotep III ou Ramsés II.
